O senador Vanderlan Cardoso (PSD), candidato à reeleição por Goiás, minimizou a queda nas pesquisas de intenção de voto e reafirmou apoio à reeleição de Daniel Vilela. Em entrevista publicada nesta quinta-feira (1º), ele disse que não tem problema com Wilder Morais, mas que Vilela é o melhor projeto para o Estado.
Na reta final da campanha, Vanderlan aposta no histórico de entregas aos municípios e na atuação no Senado para conquistar um novo mandato. Ele cita a passagem pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que já presidiu, e a participação em debates de interesse de Goiás. “Não é desprezando ninguém, mas compare o que eu fiz com o que os outros fizeram”, afirma.
Sobre a última pesquisa Quaest, em que Gracinha Caiado aparece com 21% e Zacharias Calil e Gustavo Gayer tecnicamente empatados em segundo, Vanderlan disse que levantamentos para o Senado costumam ter maior imprecisão. “Estamos com 8%, mas podemos estar com 6% ou 14%”, declarou, citando a margem de erro de seis pontos. Ele lembrou que em 2018 chegou em primeiro lugar mesmo aparecendo em quarto ou quinto nas sondagens.
O senador também rebateu a afirmação de Gayer de que teria perdido o voto evangélico. “Vindo de quem veio, não levo a sério”, disse. Vanderlan afirmou que é bem avaliado entre católicos, evangélicos e espíritas, e que não entra em questão ideológica de religião. “As igrejas são independentes, não têm cabresto eleitoral”, completou.
Vanderlan defendeu a proibição das bets por decreto, classificando a autorização como “erro gravíssimo”. Ele contou que tem funcionários endividados por causa de jogos e que sua família sofreu com o vício do pai em baralho. “Sou contra qualquer tipo de jogo”, afirmou.
O candidato também se declarou favorável ao fim da escala 6×1. Ele disse que já adapta suas empresas, com quase três mil funcionários, há cinco anos. “Um dia a mais de descanso melhorou muito a situação para nós dentro da empresa”, explicou.
Sobre o STF, Vanderlan defendeu mandato para ministros e lista tríplice do Judiciário. Ele disse que, se reeleito, vai trabalhar para ser presidente do Senado. “Não tenho nenhum processo no STF. Temos um candidato que tem 12 processos. Como ele vai pedir impeachment de ministro?”, questionou, sem citar nomes.


