Mila Seidl, viúva do influenciador Lito Sousa, publicou neste domingo (4) uma homenagem ao marido e falou sobre a dificuldade de retomar a rotina sem a presença dele. O influenciador morreu na quinta-feira (1º), após meses de tratamento contra a Doença de Creutzfeldt-Jakob, doença neurodegenerativa rara. O casal tem um filho, Malone, de 7 anos.
Na publicação, acompanhada de uma foto dos dois juntos, Mila disse que sente a falta do marido e questionou como conseguiria voltar ao cotidiano sem ele. “Quando as lembranças viram o nosso bem mais valioso. Estou sentindo muito a sua falta… Amanhã é segunda, dia da vida das pessoas voltarem ao normal – rotina. Como voltar ao normal sem você? Eu conseguirei aprender?”, escreveu.
Ela afirmou que pretende seguir em frente pelo filho e preservar o legado, os sonhos e a missão de Lito. “Voltar não significará que vou te esquecer. Jamais! Voltar significa que eu vou estar de pé pelo seu legado, pelos seus sonhos e pela nossa missão”, disse.
O filho do casal não participou do velório, realizado na sexta-feira (2), no Campo de Marte, em São Paulo. Segundo Mila, Malone decidiu não ir à cerimônia, e ela considerou a escolha positiva para preservar a imagem que o menino tinha do pai. “Não, o Malone não vai ao velório. Ele não quis e eu achei ótimo. Eu queria que ele preservasse outra imagem”, disse antes da cerimônia.
Mila contou ainda que Lito chegou a conversar com o filho sobre a possibilidade de morrer depois de receber o diagnóstico. O piloto também deixou vídeos gravados para que Malone possa assistir em aniversários futuros.
A cerimônia aconteceu em um espaço ligado à aviação, área que marcou a trajetória de Lito. Após o velório, Mila agradeceu à Força Aérea Brasileira pelo local cedido e disse que o marido havia manifestado o desejo de ter uma despedida próxima dos aviões. “Ele queria uma despedida perto daquilo que ele ama, que é aviação, que são os aviões”, afirmou.
Mila, que era empresária e sócia de Lito, afirmou que pretende manter os sites e cursos promovidos pelo marido. “Esse legado não acaba. O que mais nos preocupa é como fazer isso sem ele como criador de conteúdo. O que fazia o Lito ser único era o carisma dele. E isso é algo que a gente não consegue aprender, porque era dele”, declarou.

