Com a confirmação do segundo turno presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), os candidatos derrotados na primeira etapa começaram a definir seus posicionamentos. Flávio saiu na frente com 47,03% dos votos, enquanto Lula conquistou 45,16%. Romeu Zema (Novo) declarou apoio a Flávio nesta segunda-feira (5), enquanto Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) anunciaram neutralidade.
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência reafirmou a postura de oposição ao PT. Na declaração concedida durante a apuração do primeiro turno, Zema afirmou que, “onde tiver PT”, ele e seu partido serão “do outro lado”. Embora houvesse expectativa em relação ao anúncio formal de apoio a Flávio Bolsonaro, o candidato do Novo não citou nominalmente o senador do PL na primeira manifestação pública.
Na ocasião, Zema destacou que a prioridade do partido no pleito foi o cumprimento da cláusula de barreira para garantir prerrogativas e recursos na próxima legislatura. Nesta segunda-feira (5), Zema declarou apoio a Flávio, afirmando que não poderia “ficar em cima do muro”.
O escritor e candidato pelo Avante, Augusto Cury, declarou que não apoiará nenhum postulante no segundo turno e que manterá a neutralidade. Cury afirmou que vai se “silenciar completamente” em relação aos dois nomes que avançaram na disputa, além de acrescentar que suas propostas de governo continuam à disposição para quem desejar aproveitá-las.
O escritor ressaltou que ninguém está autorizado a utilizar seu nome ou o de seu candidato a vice-presidente para declarar apoio a qualquer um dos lados. Cury indicou ainda que não pretende dar continuidade à carreira política e descartou assumir cargos ministeriais em um futuro governo.
O postulante do partido Missão, Renan Santos, anunciou que não fará campanha para nenhum candidato e tampouco para o voto nulo. Ao comentar o resultado das urnas, afirmou que não faria diferença se engajar na etapa final e orientou seus eleitores a agirem como preferirem. Renan avaliou que o cenário desenhado pelas urnas indica favorecimento ao candidato do PL no segundo turno.
Apesar de criticar o resultado do pleito, o candidato afirmou que não deixará a atuação política e que pretende dar sequência à construção do seu partido para as próximas eleições. Quinto colocado na corrida presidencial, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), informou que passará por alinhamento interno antes de formalizar qualquer posição.
Caiado declarou que pretende manter sua coerência política, mas ponderou que só anunciará uma decisão após se reunir com Gilberto Kassab. O político goiano destacou o agradecimento ao partido pela oportunidade de disputar o Palácio do Planalto e indicou que, independentemente do desfecho nacional, continuará a acompanhar a política regional em apoio ao governo de Goiás.


