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Bancos de germoplasma: guardiões da diversidade genética na agricultura de SP

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 14:54
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.
Bancos de germoplasma: guardiões da diversidade genética na agricultura de SP

Os bancos de germoplasma em São Paulo atuam como guardiões da diversidade genética, preservando sementes raras, plantas antigas, microrganismos e linhagens de animais. Essas estruturas são fundamentais para armazenar e proteger o material genético de diferentes espécies, garantindo que ele não se perca com o tempo.

A partir desse acervo, pesquisadores desenvolvem novas variedades de plantas que são mais produtivas, resistentes a pragas e adaptadas às mudanças climáticas. A preservação desse material é essencial para garantir soluções para a agricultura do futuro.

Os bancos de germoplasma mantidos pelos institutos de pesquisa ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) são cruciais para o melhoramento genético e o desenvolvimento de novas cultivares. O Instituto Agronômico (IAC-APTA) possui um acervo de 46 espécies agrícolas, com aproximadamente 12 mil amostras, incluindo culturas como café, cana, citros, seringueira, feijão, amendoim, mandioca, uva, batata e cacau.

O Banco de Germoplasma (BAG) de Café do IAC é o maior do Brasil, com 988 acessos, enquanto o BAG-Citros possui a maior coleção de citros do mundo, com 1.735 tipos. No âmbito da produção animal, o Instituto de Pesca (IP-APTA) mantém desde 2018 o primeiro banco de germoplasma de tilápia do Brasil, preservando diversas linhagens de tilápia-do-nilo.

Esse banco funciona como um “arquivo vivo” de material genético, reunindo linhagens da espécie para garantir diversidade genética e apoiar pesquisas científicas. O IP-APTA também possui bancos de macroalgas, microalgas marinhas, bactérias e cianobactérias, além de coleções de peixe-zebra e truta arco-íris.

O Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) abriga o Banco Ativo de Germoplasma de Plantas Forrageiras (IZ–FOR), que reúne 286 amostras de gramíneas e 1.585 de leguminosas forrageiras. Essa coleção foi constituída desde a década de 1970 e visa conservar recursos genéticos para pesquisa em zootecnia.

Desde 2022, o IZ-APTA desenvolve um projeto com a Associação Nacional dos Produtores de Sementes Forrageiras (ANPROSEM) para validar e multiplicar sementes de novas cultivares forrageiras, focando em sistemas de produção animal sustentáveis. O Instituto Biológico (IB-APTA) possui uma coleção ativa de 124 cepas de fungos do gênero Trichoderma, além de bancos de outros fungos e nematoides entomopatogênicos.

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