A Coreia do Sul manifestou sua disposição em participar dos esforços internacionais para assegurar a passagem segura e livre pelo Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do país.
A interrupção no Estreito de Ormuz tem impactado diretamente o fornecimento de energia e a economia sul-coreana. Em resposta, o governo impôs um teto aos preços dos combustíveis e priorizou o uso de energia a carvão e nuclear.
““A participação na declaração conjunta é significativa para confirmar nossa disposição em contribuir com os esforços da comunidade internacional para garantir a passagem segura e livre no Estreito de Ormuz”,”
afirmou o ministério em um comunicado emitido neste sábado, 21 de março de 2026.
Além da Coreia do Sul, outros países como Emirados Árabes Unidos e Austrália também demonstraram interesse em colaborar para a reabertura do Estreito. Recentemente, o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos e o Japão publicaram uma declaração conjunta condenando os ataques do Irã a navios comerciais e o fechamento do Estreito, afirmando que estão prontos para contribuir com “esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”.
Bahrein e Canadá também expressaram disposição em se juntar a esses esforços. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou que aliados enviassem navios de guerra e caça-minas para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, visando acalmar os mercados globais de petróleo. No entanto, até o momento, nenhum compromisso firme foi assumido.
Trump criticou os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por não colaborarem e os chamou de “covardes” por não contribuírem para a segurança do Estreito.


