No dia 23 de março de 2026, o dólar caiu para R$ 5,24, enquanto a bolsa de valores teve um aumento de 3,24%. A movimentação foi impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou um adiamento de possíveis ataques à infraestrutura energética do Irã.
A cotação do dólar terminou o dia com um recuo de R$ 0,068 (-1,29%), e na mínima do dia, por volta das 12h, chegou a R$ 5,21. Apesar da queda, a moeda estadunidense acumula alta de 2,08% em relação ao real durante o mês de março e recuo de 4,52% no ano.
A redução da aversão ao risco levou investidores a desmontarem posições defensivas, favorecendo moedas emergentes como o real. O mercado de ações também teve um dia de forte recuperação. Após uma queda de 2,25% na sexta-feira anterior, o índice Ibovespa, da B3, subiu 2,25% nesta segunda-feira, fechando aos 181.931 pontos. No melhor momento do pregão, às 15h38, o índice se aproximou dos 183 mil pontos.
O avanço do Ibovespa foi puxado por ações de bancos e empresas ligadas à economia doméstica, enquanto os papéis da Petrobras tiveram alta mais moderada devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional.
Os preços do petróleo registraram uma forte queda, com o barril do tipo Brent recuando 10,9%, fechando em US$ 99,94, abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o dia 16 de março. A descompressão no preço ocorreu após Trump afirmar haver “boa chance” de um acordo entre os países, indicando uma possível redução das hostilidades no Oriente Médio.
Mais tarde, Trump mencionou que um acordo nuclear estava prestes a ser assinado. Dois petroleiros indianos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, contribuindo para reduzir as tensões. No entanto, autoridades iranianas negaram a existência de negociações, moderando parte do otimismo ao longo do dia.
Apesar do alívio momentâneo, o cenário permanece incerto. Israel mantém restrições operacionais em aeroportos e há relatos de movimentações militares dos Estados Unidos na região. Especialistas destacam que a volatilidade deve continuar, diante de sinais contraditórios sobre o conflito e da falta de clareza quanto a um possível cessar-fogo duradouro.


