No dia 27 de março de 2026, o Comando Central dos EUA anunciou a chegada do navio de assalto anfíbio Trípoli à sua área de responsabilidade, trazendo a 31° Unidade Marinha Expedicionária com 3.500 fuzileiros navais, além de outra unidade com mais 2.200 fuzileiros. O Trípoli está equipado com dezenas de caças F-35, helicópteros de ataque e transporte, e irá operar junto ao New Orleans, que também possui capacidade de desembarque anfíbio.
Outro navio anfíbio, o Boxer, está a caminho da região com a 11° Unidade Marinha Expedicionária, que conta com mais de 4.400 fuzileiros navais e 2.500 homens da Força Delta, a unidade mais secreta dos Estados Unidos. O Boxer transporta carga pesada, incluindo dezenas de caças F-35 e helicópteros de ataque.
Além disso, o New York Times informou no dia 29 que centenas de forças especiais, como os Rangers e os Seals, já estavam na base americana do Catar. O Pentágono anunciou que considera enviar mais 10 mil soldados para o Oriente Médio, visando oferecer ao presidente Donald Trump mais opções de ataque.
A 82° Divisão Airborne, que também chegou ao Catar, é uma das infantarias de elite do exército dos Estados Unidos, conhecida por sua capacidade de realizar ações rápidas em até 18 horas. As missões do Airborne são divididas em duas fases: os soldados saltam de paraquedas para invadir o território inimigo e, em seguida, tomam de assalto campos militares de aviação e infraestruturas estratégicas.
Embora a invasão por terra ao Irã ainda não tenha sido oficialmente decidida, o desembarque de milhares de soldados na região antecipa quatro cenários de ações simultâneas: ocupar a ilha Kharg, desobstruir o Estreito de Hormuz, recuperar 400 quilos de urânio enriquecido e bombardear alvos específicos como usinas de energia e de dessalinização.
A ilha Kharg, localizada a 25 km da costa iraniana, é crucial para a produção de petróleo do Irã, responsável por 90% da exportação de óleo e gás do país. Sua ocupação seria um golpe significativo na economia iraniana, mas não seria suficiente para reabrir o Estreito de Hormuz, que enfrenta desafios adicionais como minas marítimas e a defesa aérea iraniana.
Desobstruir o Estreito de Hormuz é uma missão complexa, já que o Irã possui outras ilhas na região que servem como bases para ameaçar a navegação. Mesmo sem sua frota naval, o Irã ainda conta com drones, mísseis submarinos e lanchas kamikaze. A captura das ilhas e a tomada de pontos estratégicos ao longo da costa iraniana seriam necessárias para reabrir o estreito.
Outro objetivo importante é a captura e destruição dos 400 kg de urânio enriquecido, que podem ser usados em até 12 ogivas nucleares. Este estoque está localizado em um complexo de túneis sob Isfahan, e sua entrada foi bloqueada após intensos ataques aéreos.


