O gás de cozinha deve ficar mais caro nas distribuidoras do Distrito Federal. O alerta é do Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP do DF (Sindvargas), que aponta uma alta média de 14% no preço do produto.
Segundo o sindicato, o reajuste é resultado do aumento significativo no custo de aquisição do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), influenciado por oscilações do mercado internacional e pela forma de comercialização do produto no país, especialmente por meio de leilões.
De acordo com o presidente do Sindvargas, Sérgio Costa, as revendas têm absorvido parte dos custos para evitar um repasse imediato ao consumidor, mas essa estratégia não é sustentável a longo prazo.
““O que estamos vivendo hoje é um desequilíbrio preocupante. As revendas continuam garantindo o abastecimento, muitas vezes absorvendo custos para não repassar integralmente ao consumidor, mas essa conta não fecha por muito tempo. Sem a revisão dos valores, há risco real de inviabilidade econômica para quem está na ponta atendendo a população”, afirma.”
O Sindvargas manifesta preocupação com os impactos recentes no mercado de gás de cozinha e alerta para riscos à sustentabilidade de programas sociais voltados à população de baixa renda. Nos últimos meses, o setor vem enfrentando uma elevação significativa nos custos de aquisição do GLP, influenciada por fatores como oscilações internacionais e pela dinâmica de comercialização do produto no país.
O sindicato ressalta que a política de comercialização por meio de leilões tem contribuído para encarecer o produto, gerando distorções entre o custo real do gás e os valores atualmente considerados nos programas sociais.
““O programa social é essencial e precisa ser preservado. Mas isso só será possível com responsabilidade econômica. É urgente que haja atualização dos preços de referência e maior alinhamento com os custos reais do GLP, para que as revendas consigam continuar operando e atendendo a população com segurança”, reforça Sérgio Costa.”
Diante desse cenário, o Sindvargas defende a revisão imediata dos preços de referência utilizados nos programas sociais, maior alinhamento entre os custos reais do GLP e os valores de compensação, e a adoção de medidas que garantam previsibilidade e equilíbrio econômico para toda a cadeia.

