A camisinha é um dos métodos contraceptivos mais conhecidos e utilizados no mundo. Apesar de sua eficácia, muitas pessoas se perguntam: é possível engravidar usando camisinha? A resposta é sim. Nenhum método contraceptivo é 100% seguro, e a chance de gravidez existe, especialmente quando o preservativo é utilizado de forma incorreta ou apresenta falhas durante a relação.
Quando usada corretamente do início ao fim da relação sexual, a eficácia da camisinha pode ultrapassar 90% na prevenção da gravidez. Isso significa que aproximadamente 2 em cada 100 casais podem engravidar ao longo de um ano de uso perfeito. No entanto, na prática, a eficácia pode cair para cerca de 85% a 87% devido a erros comuns, como colocar a camisinha após o início da penetração ou não deixar espaço na ponta para o sêmen.
Entre os erros mais frequentes estão: não retirar o ar da ponta do preservativo, usar preservativo vencido e abrir a embalagem com objetos pontiagudos. Esses erros não apenas aumentam o risco de falha, mas também podem expor os parceiros a infecções sexualmente transmissíveis.
Existem cenários específicos em que a gravidez pode ocorrer mesmo com o uso do preservativo, como o rompimento durante a relação, escorregamento após a ejaculação, uso incorreto na colocação e armazenamento inadequado. Quando a camisinha se rompe ou escapa, o risco de gravidez se assemelha ao de uma relação desprotegida. Nesses casos, é aconselhável consultar um médico.
O Ministério da Saúde recomenda que, após uma falha do preservativo, as pessoas realizem testes para detectar infecções sexualmente transmissíveis, pois algumas podem causar complicações a médio e longo prazo. O tratamento deve ser realizado entre os parceiros para evitar a propagação.
Apesar das possibilidades de falha, especialistas afirmam que o preservativo continua sendo um dos métodos mais seguros e importantes para proteção sexual. Além de prevenir a gravidez, ele protege contra infecções como HIV, sífilis e gonorreia. Para aumentar a eficácia, é essencial usar a camisinha desde o início da relação, verificar a data de validade, abrir a embalagem com cuidado e utilizar um preservativo novo a cada relação.
Outro fator a ser considerado é o atrito durante a relação sexual. A falta de lubrificação natural pode aumentar o desgaste do preservativo, elevando o risco de rompimento. O uso de lubrificantes íntimos, compatíveis com preservativos de látex, pode ajudar a reduzir esse risco.
O mercado oferece diversas opções de preservativos com diferentes texturas, espessuras e formatos. O uso correto do preservativo é fundamental em todas as relações. Durante o período fértil, o risco de gravidez é maior, especialmente se ocorrer uma falha no método. Por isso, muitas pessoas optam por combinar métodos contraceptivos, como preservativo e anticoncepcional hormonal.
Se houver suspeita de falha no preservativo, como rompimento ou vazamento de sêmen, é recomendável buscar orientação médica. O profissional pode indicar a contracepção de emergência, como a pílula do dia seguinte, e também é importante procurar ajuda se houver exposição a infecções sexualmente transmissíveis.
““O preservativo continua sendo um método eficaz, acessível e importante para proteção contra gravidez não planejada e infecções sexualmente transmissíveis”, afirma Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável da Rede Drogal.”

