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José Guimarães se opõe a socorro do governo ao BRB após escândalo

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de abril de 2026 12:30
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), manifestou sua oposição à possibilidade de o governo federal socorrer o Banco de Brasília (BRB) diante de eventuais prejuízos relacionados ao escândalo do Banco Master. A declaração foi feita durante um café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026.

“Se esse assunto chegar [ao Planalto], sou radicalmente contrário, na minha opinião, a socorrer o BRB”, afirmou Guimarães.

O BRB enfrenta uma situação delicada após a identificação de cerca de R$ 12 bilhões em operações de crédito fraudulentas, que impactaram seu balanço e aumentaram a necessidade de capital. Parte significativa do problema está relacionada à estratégia do banco nos últimos anos, que teve forte exposição a carteiras de crédito originadas pelo Banco Master.

Na manhã desta quinta-feira, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso. O mandado de prisão, expedido pelo ministro do Supremo André Mendonça, indica que Paulo Henrique utilizou a presidência do BRB para sustentar a liquidez do Banco Master, recebendo valores indevidos em troca.

Segundo a Polícia Federal, Paulo Henrique teria recebido R$ 146,5 milhões por meio de seis imóveis de luxo, negociados diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens de WhatsApp anexadas ao processo revelam a proximidade entre os dois e um alinhamento para a prática de crimes.

O ministro Guimarães expressou estar abismado com as irregularidades e suspeitas de corrupção relacionadas ao caso Master. “Portanto, acho que não tem que… essa questão do Banco Master… acho que ao final vamos saber quem são os responsáveis por tamanho absurdo que foi feito”, disse.

Ele elogiou o trabalho da Polícia Federal e destacou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de investigar todos, “doa a quem doer”. Guimarães tomou posse no ministério nesta semana e tem como principal objetivo melhorar a relação do governo com o Congresso neste ano eleitoral.

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