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Crise no Ormuz ameaça manter alta do combustível de aviação

Carla Fernandes
Última atualização: 7 de junho de 2026 19:58
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A crise gerada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pode provocar nova alta nos preços do combustível de aviação e manter o mercado sob pressão até 2028, segundo o cenário-base da S&P Global. A avaliação, apresentada durante reunião da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), indica que a oferta disponível caiu entre 20% e 30% desde o início do conflito.

A diretora de pesquisa de combustíveis e refino da consultoria, Eleanor Budds, afirmou que o mercado tem sido sustentado pelo uso de estoques e pelo aumento das exportações. Contudo, a aproximação da temporada de maior consumo de gasolina nos Estados Unidos e na Europa pode diminuir a disponibilidade de querosene de aviação, pressionando os preços novamente. Segundo a S&P Global, o preço médio global do combustível de aviação subiu de US$ 96 por barril em novembro de 2025 para US$ 188 por barril em abril deste ano.

A reabertura do Estreito de Ormuz não trará alívio imediato, explica a consultoria. A recuperação da cadeia de abastecimento levará meses: cerca de 80% da produção anterior ao conflito só voltará após quatro meses, e as refinarias precisarão de aproximadamente cinco meses para retornar aos níveis pré-guerra. A S&P Global trabalha com três cenários, sendo o mais provável aquele em que a estabilização ocorrerá somente ao longo de 2028.

As projeções também afetam o setor aéreo. A Iata estima que o lucro das companhias aéreas cairá pela metade em 2026, atingindo US$ 23 bilhões, contra US$ 45 bilhões em 2025. A entidade prevê que o preço do combustível de aviação ficará cerca de 70% mais alto neste ano, elevando os gastos das empresas em aproximadamente US$ 100 bilhões.

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