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Mulheres têm maior risco de Alzheimer; início pode ocorrer antes da velhice

Carla Fernandes
Última atualização: 12 de julho de 2026 23:30
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Pesquisas indicam que duas em cada três pessoas com Alzheimer são mulheres, e o desenvolvimento da doença pode começar antes da velhice. A neurocientista Lisa Mosconi afirma que o processo pode ter início silencioso em mulheres por volta dos 45 anos, e não apenas com o envelhecimento.

A diferença na incidência da doença entre os sexos não é explicada apenas pela maior longevidade feminina, segundo a pesquisadora Lisa Mosconi. Ela aponta que oscilações hormonais durante a perimenopausa e a menopausa desempenham papel importante. O estrogênio, por exemplo, contribui para o fluxo sanguíneo cerebral, possui ação antioxidante e participa do funcionamento dos neurônios.

Mosconi explica que, com a diminuição dos níveis hormonais, o cérebro perde essa proteção. Ela declara que “o cérebro passa a perder um hormônio importante”. Além disso, o entendimento sobre a doença mudou, pois ela não é vista apenas como uma condição da velhice; “o Alzheimer não é uma doença da velhice. Ele começa na metade da vida”, afirmou a pesquisadora.

O neurocientista brasileiro Mychael Lourenço comentou que existem exames de sangue capazes de indicar sinais precoces do Alzheimer, já aprovados nos Estados Unidos e com potencial chegada ao Brasil. Ele ressalta que é crucial diferenciar esquecimentos temporários de um quadro neurodegenerativo, sendo o alerta a piora progressiva da memória na rotina.

Para reduzir o risco, Mosconi recomenda combinação de cuidados, incluindo reposição hormonal (sem contraindicações), atividade física regular, alimentação saudável e controle do estresse. Lourenço acrescenta que essas descobertas devem motivar a mudança de estilo de vida, e não gerar medo.

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