O Banco do Brasil solicitou ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, a dispensa de audiência de conciliação marcada para 13 de agosto. A instituição alega não ser representante das demais instituições financeiras no acordo que visa salvar o BRB, que recebeu empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos.
O BB afirmou que seu pedido ao BRB não incluiu o chamamento de outros bancos e que não se colocou como responsável por qualquer operação. Segundo o banco, ele não detém mandato de nenhuma instituição financeira para assumir obrigações. A decisão do relator no STF ocorreu na quarta-feira (5), após o Distrito Federal alegar inércia da União no cumprimento dos termos acordados.
Os representantes do BB também questionaram o modelo de garantias proposto pelo Distrito Federal. Eles declararam que, se o formato não exigir mais fiança dos bancos, a participação da instituição nas audiências se torna desnecessária. Caso a presença seja mantida, o BB exige a intimação dos demais bancos.
Em paralelo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a declaração do Governo do Distrito Federal sobre a inércia da União. Durigan disse que a acusação é “totalmente descabida”, pois o governo federal participa das tratativas no STF, e o problema do BRB tem origem no âmbito do Distrito Federal e do próprio BRB.

