A próxima transformação do comércio, chamada de comércio agêntico, começa a ganhar força no Brasil e no mundo. A tendência, apontada pelo Global Payments Report 2026, indica que sistemas de busca simples podem ceder espaço a agentes de inteligência artificial capazes de realizar compras em nome dos consumidores.
Segundo Juan Pablo D’Antiochia, gerente-geral de Enterprise da Global Payments na América Latina, o varejo passará a vender para uma inteligência artificial utilizada pelo consumidor na pesquisa de um produto ou serviço. Esse movimento alterará drasticamente o modelo de mercado.
Os dados do relatório mostram que o Pix representou 42% do valor movimentado no comércio eletrônico brasileiro em 2025 e 34% nos pontos de venda físicos. A projeção é que, até 2030, pagamentos conta a conta alcancem 44% e 46% desses valores, respectivamente.
O avanço digital também fragmenta os métodos de pagamento. Em 2025, os cartões corresponderam a 45% do e-commerce e 42% das transações presenciais. Carteiras digitais somaram 10% e 12% nesses mesmos períodos, e o dinheiro físico caiu para apenas 12% nos pontos de venda.
A mudança global aponta para um pagamento quase invisível, incorporado à experiência de compra. O consumidor passa a definir não só o que quer, mas como, quando e sob quais condições pagará. D’Antiochia explica que isso força as empresas a estruturarem informações para que sistemas de IA consigam localizá-las e interpretá-las no processo de compra.


