José Dirceu de Oliveira e Silva, candidato a deputado federal, afirmou nesta quinta-feira, dia 20 de agosto de 2026, que a dívida pública do Brasil é pequena em comparação com outros países. O ex-ministro declarou que o principal entrave do país são os juros.
Dirceu criticou o cenário econômico, dizendo que o país precisa enfrentar o problema dos juros ou ficará apenas em um jogo de cena sobre o déficit governamental. Segundo ele, o foco deve ser no déficit nominal, e não no primário.
Dados do Banco Central mostram que a dívida bruta está em 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que subiu 10,2 pontos percentuais no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro semestre de 2026, o rombo do governo central foi de R$ 92,2 bilhões.
O petista defendeu que o Brasil atingiria superávit se as renúncias fiscais fossem reduzidas pela metade. Ele também questionou a política monetária, perguntando sobre a taxa Selic de 14% e apontando a composição do Comitê de Política Monetária.
Dirceu disse que a definição da taxa básica de juros é política e criticou a oposição ao tema. O economista Gabriel Galípolo preside o Banco Central, que possui duas vagas de diretor ainda não preenchidas pelo governo atual.


