O interior da Cripta Imperial, que abriga os restos mortais de Dom Pedro I, foi reaberto para visitação nesta segunda-feira (7). Localizada no subsolo do Monumento à Independência, em São Paulo, a tumba estava fechada para restauração desde outubro de 2022.
As obras de recuperação do espaço custaram R$ 5 milhões. Segundo a Prefeitura de São Paulo, as melhorias incluíram a instalação de novos banheiros, sistema de climatização com ar-condicionado, acessibilidade arquitetônica e aprimoramentos no espaço expositivo.
A intervenção técnica também contemplou a conservação do bronze junto aos sarcófagos e o fechamento do teto com mármore amarelo, além de outros reparos estruturais no local.
A tumba abriga os corpos do imperador e de suas duas esposas: a austríaca Maria Leopoldina e a italiana Amélia de Leuchtenberg. Leopoldina morreu no Brasil e seus restos mortais foram colocados na cripta 20 anos antes dos de Dom Pedro I.
O monarca morreu em Lisboa, no Panteão dos Bragança, após abdicar do trono em 1831 em favor do filho, Dom Pedro II. Seu corpo foi transferido para o Brasil apenas em 1972, durante as celebrações de 150 anos da independência.
Os restos mortais de Amélia de Leuchtenberg foram os últimos a ser depositados na Cripta Imperial, em 1982. O monumento que abriga a tumba foi inaugurado em 1922 para celebrar o centenário da emancipação política de Portugal.


