O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, cobrou do Senado Federal uma atuação mais contundente diante da crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu nesta terça-feira (8), durante agenda de campanha no centro da capital paulista, após questionamentos sobre pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
Tarcísio afirmou que as revelações recentes são graves e exigem uma resposta institucional para evitar a ruptura do Estado Democrático de Direito. Segundo o governador, cabe ao Senado a função de fiscalizar a atuação dos integrantes da Corte para que o que é correto seja feito.
O governador elogiou a conduta do ministro André Mendonça, descrevendo-o como alguém discreto, firme e sábio. Para Tarcísio, Mendonça representa uma “esperança” de que as instituições consigam superar o momento de crise. Ele disse esperar que o ministro e o presidente do STF, Edson Fachin, tenham sabedoria na condução do tribunal.
A fala ocorre após Mendonça tornar público um relatório da Polícia Federal (PF) com mensagens entre Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master. O ministro também determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
Questionado se mantém a avaliação de 2025, quando chamou Moraes de “ditador”, Tarcísio evitou responder diretamente. Ele declarou que o Brasil precisa “passar a limpo” os fatos por meio do funcionamento das instituições e que ninguém está acima da lei, defendendo que eventuais irregularidades sejam investigadas e punidas na Justiça.
Sobre a manifestação de 7 de setembro na Avenida Paulista, o governador afirmou que a mensagem de indignação dos manifestantes é mais importante do que o tamanho do público reunido no ato.

