O Governo de Goiás anunciou, nesta segunda-feira (14), a expansão do programa IA Contra o Crime para 202 municípios até o fim de 2026. O projeto prevê a instalação de 4.435 novas câmeras e a estruturação de 14 Centros de Comando e Controle (CCCs) regionais para alcançar 95% da população do estado.
Com a ampliação, a plataforma totalizará 5.362 equipamentos distribuídos pelas 22 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs). O governador Daniel Vilela afirmou que o sistema já auxiliou na solução de mais de 2,5 mil crimes durante as fases de teste no Entorno do Distrito Federal e na Região Metropolitana de Goiânia.
Das novas câmeras, 3.289 serão dedicadas à leitura automática de placas (LPR) e 1.146 terão reconhecimento facial. Estes equipamentos serão integrados ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e à base do Goiás Biométrico para identificar pessoas procuradas pela Justiça. A tecnologia permite buscas por características visuais, como cor de roupa ou tonalidade de veículos.
Centros de Comando e Controle serão implantados em cidades como Anápolis, Rio Verde, Itumbiara, Jataí e Porangatu. O presidente da Goiás Tecnologia, João Batista Grego, informou que 3,8 mil postes foram instalados em menos de 90 dias, representando 90% da estrutura prevista para a etapa atual.
O secretário de Segurança Pública, Renato Brum, relatou que mais de 2,6 mil casos foram solucionados quando apenas 11% das câmeras estavam operantes. O sistema servirá ao patrulhamento da Polícia Militar, investigações da Polícia Civil, coleta de dados da Polícia Científica e monitoramento de queimadas pelo Corpo de Bombeiros.
Em paralelo, o governo apresentou dados de criminalidade entre janeiro e agosto de 2025 e o mesmo período de 2026. Os roubos de carga tiveram a maior queda, de dez para três ocorrências, redução de 70%. Houve também recuo nos roubos de veículos, que passaram de 366 para 229 casos, e nos homicídios dolosos, que caíram de 514 para 511.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Neto, explicou que a ferramenta funciona como apoio operacional. Segundo ele, a decisão final sobre as ações cabe exclusivamente aos agentes de segurança pública.

