A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República avalia que qualquer resultado da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), que decide o futuro do ministro Alexandre de Moraes, favorece a candidatura. O grupo acredita que a insatisfação popular com a Corte gera vantagem política para o senador.
Um integrante da equipe afirmou que a campanha deve continuar explorando o tema, independentemente do desfecho. A leitura interna é de que, se a investigação não avançar, a indignação contra o STF ganhará força. Caso ocorra a abertura de investigação, o movimento também poderia impulsionar a direita.
A estratégia do grupo consiste em associar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula (PT) à de Moraes. O objetivo é transmitir ao eleitorado que uma eventual reeleição do petista manteria a configuração atual do tribunal. Um aliado afirmou que Lula não alterou o DNA do STF nos últimos quatro anos.
A campanha pretende reforçar que Flávio Bolsonaro poderá dar continuidade ao desejo de mudança na Corte em um eventual mandato presidencial. O grupo se posiciona como representante daqueles que clamam por alterações na Suprema Corte.
Paralelamente, auxiliares do senador relataram alívio após a quebra de sigilo do caso Dark Horse, determinada pelo ministro Flávio Dino no domingo (13). A equipe avalia que não surgiram novas informações e que os dados confirmam a tese de que o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro ao filme era um patrocínio privado.

