O Bank of America elevou o preço-alvo para o Assaí (ASAI3) de R$ 12 para R$ 17, mantendo a recomendação de compra. O banco vê espaço para maiores altas com a possibilidade de reformas e um ciclo de cortes de juros, que beneficiaria a companhia.
Segundo o banco, os resultados eleitorais no país reforçaram a chance de implementação de reformas e de políticas mais favoráveis ao mercado, com maior disciplina fiscal. Cálculos mostram que a companhia ganha 6% ao lucro por ação (LPA) a cada redução de 1 ponto percentual na taxa de juros.
O movimento ocorre em meio à alta dos juros futuros médios e longos na manhã desta terça-feira (13), na esteira do dólar. Para o BofA, uma perspectiva fiscal mais favorável pode abrir espaço para um ciclo de redução de juros mais acentuado, criando potencial de alta para o LPA.
Com juros mais baixos e um cenário de consumo mais favorável, o banco acredita que a companhia pode sustentar um crescimento mais forte das vendas nos segmentos B2B e B2C. Um crescimento de 5% nas vendas em mesmas lojas (SSS) e uma taxa Selic de 10% ainda poderiam elevar o LPA estimado para 2028 em 10%.
O novo preço-alvo de R$ 17 tem como base um múltiplo de 13 vezes o LPA estimado para 2028, excluindo os efeitos do IFRS 16, ante 9 vezes na avaliação anterior.
O banco também vê ventos favoráveis: uma inflação mais alta deve favorecer um crescimento mais forte das vendas, mesmo que os consumidores busquem produtos mais baratos. A previsão média da inflação dos alimentos consumidos em casa é de pico de 10,1% na comparação anual em fevereiro, com média de 8,0% em 2027.
A reestruturação da dívida do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) pode facilitar a resolução negociada de passivos tributários históricos, incluindo possíveis descontos e planos de parcelamento. Caso o processo seja bem-sucedido, o conjunto de contingências tributárias de quase R$ 12,9 bilhões poderia ser reduzido.


