A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a recente autorização do Ibama para a perfuração de um poço na Foz do Amazonas foi uma decisão ‘técnica’. Em entrevista, ela enfatizou que o licenciamento, que começou em 2014, foi rigorosamente conduzido e que as exigências feitas pelo órgão ambiental foram essenciais para a proteção da fauna local. A Petrobras prevê iniciar a perfuração em breve, com um projeto que busca avaliar a viabilidade da exploração de petróleo na região.
Marina Silva destacou que a licença agora concedida permite apenas a prospecção, sem caráter exploratório imediato, e que melhorias foram implementadas no projeto, incluindo a proximidade de uma base de suporte para resgates ambientais. O Ibama, que havia inicialmente negado a licença em 2023, revisitou o projeto após discussões com a Petrobras, resultando em aprimoramentos significativos nas medidas de segurança. A decisão é vista como um passo importante, mas suscita preocupações sobre os possíveis impactos ambientais na rica biodiversidade da área.
O início da perfuração, segundo a Petrobras, está previsto para acontecer imediatamente e deve durar cinco meses. A exploração na Bacia da Foz do Amazonas é parte de um plano mais amplo que reserva investimentos significativos para a Margem Equatorial, uma região considerada estratégica para a segurança energética do Brasil. Entretanto, ambientalistas alertam sobre os riscos envolvidos, dado que a área abriga ecossistemas valiosos, como os manguezais e recifes, que poderiam ser comprometidos por acidentes durante as operações.

