A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, declarou em entrevista que a decisão do Ibama de conceder licença para a perfuração de um poço na Foz do Amazonas foi fundamentada em critérios técnicos. Ela destacou que o processo de licenciamento foi rigoroso, com análises que se estendem desde 2014, e envolveu melhorias significativas exigidas da Petrobras, especialmente em relação à segurança ambiental.
Marina enfatizou que a licença atual permite apenas a prospecção para verificar a presença de petróleo, sem caráter exploratório imediato. O Ibama, segundo a ministra, implementou diversas exigências para garantir a proteção da fauna local, incluindo a proximidade de uma base de socorro, que agora está a 160 km do local de perfuração. A Petrobras, por sua vez, espera iniciar as atividades em breve, com um investimento previsto de US$ 3 bilhões para a região até 2029.
A aprovação da licença ocorre em um contexto de crescente interesse por parte de multinacionais na exploração de petróleo na Margem Equatorial, especialmente após descobertas significativas na Guiana. A decisão do Ibama e a resposta da Petrobras refletem a tensão entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental, um tema central no debate sobre a exploração de recursos naturais no Brasil.

