O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, manifestou sua preocupação com a tarifa de 40% aplicada pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, que permanece elevada mesmo após uma redução recente de 10 pontos percentuais. Ele ressaltou que, embora essa diminuição tenha sido um passo, ela ainda não é suficiente para tornar o produto nacional competitivo em relação a exportadores como o Vietnã.
Alckmin destacou que, enquanto o Brasil, o maior fornecedor de café arábico para o mercado americano, enfrenta essa desvantagem, o Vietnã teve uma redução mais significativa em sua tarifa, passando de 20% para zero. Ele comparou essa situação com a do suco de laranja, que atualmente entra nos EUA com alíquota zero, evidenciando uma distorção no tratamento tarifário que precisa ser corrigida.
O vice-presidente expressou um tom otimista sobre a possibilidade de novas negociações que possam melhorar as condições para os exportadores de café brasileiros. Ele afirmou que o ambiente diplomático é favorável e que aguarda os próximos passos nesse processo, evidenciando a importância do café para a economia nacional e a necessidade de maior competitividade no mercado internacional.

