O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a tarifa de 40% sobre o café brasileiro, imposta pelos Estados Unidos, continua excessiva. A declaração foi feita após a redução de 50% para 40% anunciada pelo presidente Donald Trump, que, segundo Alckmin, não é suficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente a concorrentes como o Vietnã.
Alckmin destacou que, apesar de o Brasil ser o maior fornecedor de café arábico ao mercado americano, a tarifa ainda coloca o país em desvantagem. Ele comparou a situação do café com a do suco de laranja, que atualmente entra nos EUA com alíquota zero, e reiterou a necessidade de correções nas tarifas. O vice-presidente ressaltou que, enquanto o Brasil teve uma redução de 10%, o Vietnã conseguiu uma diminuição de 20%, aumentando sua competitividade.
O vice-presidente expressou otimismo em relação a um ambiente diplomático propício para novas negociações. Alckmin disse que está aguardando os próximos passos e acredita que é possível avançar nas discussões para melhorar a competitividade do café brasileiro no mercado internacional. Essa situação ressalta a importância de estratégias eficazes para que o Brasil mantenha sua posição de destaque na exportação de café.

