O Banco Central do Brasil voltou a comprar ouro pela primeira vez desde julho de 2021, seguindo uma tendência global que se intensificou após a pandemia. Rafael Furlanetti, presidente da Ancord, declarou que essa decisão representa uma mudança significativa nas políticas dos bancos centrais ao redor do mundo, que buscam fortalecer suas reservas em meio a incertezas econômicas.
Furlanetti explicou que, antes da crise sanitária, as instituições financeiras adquiriam em média 220 toneladas de ouro anualmente. Após a pandemia, esse número aumentou para cerca de mil toneladas por ano, com o Brasil já acumulando aproximadamente 600 toneladas apenas neste início de 2025. Essa mudança é interpretada como uma resposta à elevada emissão de moeda observada principalmente nos Estados Unidos, que expandiu seu balanço em cerca de 40% durante a crise.
A decisão do Banco Central de diversificar suas reservas com ouro é uma estratégia de proteção do patrimônio nacional. Furlanetti ressaltou que o fenômeno não se limita às instituições financeiras, mencionando que varejistas nos Estados Unidos, como a Costco, vendem milhões de dólares em barras de ouro para consumidores individuais. Essa movimentação global sugere um novo paradigma econômico, onde a segurança das reservas se torna uma prioridade para muitos países.

