O Banco Central do Brasil voltou a adquirir ouro pela primeira vez desde julho de 2021, em um movimento que reflete uma tendência crescente entre bancos centrais ao redor do mundo. Segundo Rafael Furlanetti, presidente da Ancord, essa ação é resultado da intensa emissão de moedas durante a pandemia, o que levou instituições financeiras a buscar segurança em reservas de ouro.
Furlanetti ressaltou que, antes da crise sanitária, as compras anuais de ouro pelos bancos centrais eram de cerca de 220 toneladas. No entanto, após a pandemia, esse número aumentou significativamente, alcançando 600 toneladas apenas no início deste ano. Além do Brasil, países como Cazaquistão, Polônia, China e Turquia também estão entre os principais compradores de ouro, conforme a nova estratégia de diversificação das reservas.
Essa decisão do Banco Central é vista como um passo estratégico para proteger o patrimônio nacional em um contexto econômico incerto. O aumento das reservas em ouro não se limita apenas a instituições financeiras, mas também inclui uma crescente demanda por barras de ouro entre consumidores individuais, especialmente nos Estados Unidos. Essa mudança no comportamento dos bancos centrais indica uma adaptação às novas realidades econômicas globais.

