Na noite de 18 de novembro, a China anunciou a compra de pelo menos quatro cargas de soja dos Estados Unidos, marcando uma reativação nas importações após um período prolongado de inatividade. As cargas, que incluem três provenientes da Costa do Golfo e uma do Noroeste do Pacífico, têm embarque previsto para janeiro de 2026.
Essa mudança ocorre após um tenso impasse comercial entre Washington e Pequim, que durou meses. O aumento nas aquisições foi impulsionado pelas conversas entre os líderes dos dois países no final de outubro, na Coreia do Sul. A Cofco, a estatal chinesa que lidera essas compras, já adquiriu mais de 1 milhão de toneladas desde o final de outubro, embora os números ainda estejam abaixo das metas definidas pela Casa Branca.
As recentes aquisições têm potencial para influenciar positivamente os preços da soja no mercado global e podem indicar um relaxamento das tensões comerciais. No entanto, o volume total de importações permanece aquém das expectativas, levando a incertezas sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países. O setor agrícola deve monitorar as próximas movimentações para avaliar o impacto nas relações comerciais e nos preços do mercado.

