O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, participou de pelo menos 14 reuniões com diretores do Banco Central desde que o BRB anunciou a compra de 58% das ações da instituição. A reunião mais recente aconteceu na segunda-feira, 17 de novembro, poucas horas antes de Vorcaro ser detido pela Polícia Federal. Durante o encontro, os dois discutiram assuntos relacionados à supervisão financeira, conforme indicado na agenda oficial do BC.
Desde a primeira reunião em abril, as interações entre Vorcaro e o Banco Central se intensificaram. Em setembro, a autoridade monetária já havia rejeitado o processo de compra do Banco Master pelo BRB, sinalizando preocupações em relação à gestão do banco. Na última semana, o BC decidiu pela liquidação extrajudicial da instituição, citando uma grave crise de liquidez e sérias violações das normas financeiras.
As implicações dessa situação são significativas, não apenas para o Banco Master, mas também para o sistema financeiro nacional. A Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos, está em andamento, e Vorcaro enfrenta acusações de gestão fraudulenta e organização criminosa. O desdobramento desse caso poderá impactar a confiança dos investidores e a regulação do setor bancário no Brasil.

