O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, propõe a venda da Copasa, estatal de saneamento, como parte de uma estratégia para liberar R$ 1,4 bilhão em investimentos de infraestrutura em 2026, ano em que o vice-governador Mateus Simões concorrerá à sua sucessão. A iniciativa segue o modelo utilizado pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, com a concessão da Cedae em 2021, e já obteve aprovação inicial na Assembleia Legislativa.
A gestão Zema já deu passos concretos, com a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a venda da Copasa, vinculando-a à adesão de Minas ao programa de refinanciamento de dívidas dos estados. Apesar do otimismo do governo, a oposição critica a medida por considerar que não foram apresentados estudos de impacto adequados que justifiquem a privatização da estatal. Essa resistência poderá complicar o processo de venda, que já conta com uma consultoria contratada para preparar cenários de privatização.
Com a dívida estadual em torno de R$ 180 bilhões, o governo mineiro pretende utilizar os recursos da venda para abater parte dessa dívida e investir em áreas críticas como saneamento e segurança pública. A expectativa é que o processo de privatização avance rapidamente, com a intenção de concluir as negociações ainda no primeiro semestre de 2026, visando fortalecer a candidatura de Simões. No entanto, a pressão da oposição poderá influenciar o ritmo e a aceitação da proposta entre os cidadãos mineiros.

