O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou sua intenção de vender a Copasa, estatal de saneamento, com o objetivo de arrecadar R$ 1,4 bilhão para investimentos em infraestrutura, visando fortalecer sua candidatura nas eleições de 2026. A Proposta de Emenda à Constituição que viabiliza essa venda foi aprovada na Assembleia Legislativa, atrelada à adesão de Minas ao programa de refinanciamento de dívidas do governo federal.
O governo mineiro pretende utilizar os recursos da venda da Copasa para financiar projetos em áreas como saneamento e habitação, em vez de repassá-los diretamente à União. A gestão Zema estima que a privatização pode gerar cerca de R$ 4 bilhões, sendo que R$ 1,4 bilhão será destinado a ações de infraestrutura em 2026, ano eleitoral. Essa estratégia é vista como uma forma de alavancar o caixa do estado, especialmente com a sucessão do vice-governador Mateus Simões, que também concorrerá à reeleição.
A oposição, no entanto, critica a pressa do governo em avançar com a privatização sem a apresentação de estudos de impacto. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) questiona a falta de transparência no processo, destacando que a legislação exige tais estudos para a privatização de estatais. A expectativa é que o processo de venda seja concluído até meados de 2026, mas os desdobramentos políticos e legais ao redor desse tema continuam a gerar debates acalorados.

