Bruno Serra, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central e atual gestor do fundo Itaú Janeiro, acredita que o Copom deve iniciar cortes significativos na taxa Selic entre janeiro e março de 2026, podendo chegar a 11% ao final do ano. Ele enfatizou que, se não houver redução até abril, será um erro estratégico da instituição, uma vez que a inflação já apresenta sinais de queda e a atividade econômica corre risco de desaceleração.
Durante sua participação em um evento promovido pela gestora, Serra argumentou que o cenário atual permite uma ação mais agressiva do Banco Central, sugerindo que cortes de até 1 ponto percentual por reunião são viáveis. Ele alertou que, se as expectativas de inflação se mantiverem em torno de 3,8% e o crescimento do PIB em apenas 1,5%, a manutenção de taxas elevadas como 15% seria insustentável e prejudicial à economia.
As previsões de Serra indicam que um ciclo de cortes de juros não só ajudará a estabilizar a economia, mas também beneficiará sua estratégia de investimento no fundo multimercado. Ele expressou confiança na independência do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, e previu um ciclo eleitoral menos impactante na política monetária, o que pode favorecer um cenário de juros mais baixos e uma recuperação econômica nos próximos anos.

