Bruno Serra, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central e atual gestor do fundo Itaú Janeiro, afirmou que a taxa Selic pode cair para 11% até o final de 2026. Durante um evento de investimentos, ele ressaltou que o Copom deve acelerar os cortes, aplicando reduções de até 1 ponto percentual por reunião. Serra destacou que a inércia em iniciar os cortes até abril pode ser prejudicial à economia, uma vez que a inflação já apresenta queda significativa.
Serra argumentou que, com a inflação projetada em 3,2% e um PIB com crescimento modesto, o Banco Central deve agir rapidamente para evitar uma desaceleração econômica. Ele observou que a taxa de juros elevada, atualmente em 15%, pode ser insustentável se não houver ação imediata. O ex-diretor acredita que uma queda rápida da Selic beneficiaria o mercado e ajudaria a estabilizar a economia.
O futuro da política monetária brasileira depende das decisões do Banco Central nos próximos meses, especialmente em um ano eleitoral. Serra indicou que a independência do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, será crucial para manter a credibilidade da instituição. As expectativas de um ciclo de cortes de juros podem também influenciar positivamente a estratégia de investimentos do fundo Itaú Janeiro, que aposta na redução da Selic para maximizar ganhos.

