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Artemis II: entenda a rede tecnológica de empresas por trás da volta à Lua

Amanda Rocha
Última atualização: 31 de março de 2026 05:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A missão Artemis II, que levará seres humanos à órbita lunar após 53 anos, envolve a participação de mais de 2,7 mil fornecedores, segundo a Nasa.

No centro desse ecossistema produtivo está a espaçonave Orion, construída pela Lockheed Martin, que atua como contratante principal. O foguete Space Launch System foi desenvolvido em colaboração, com o estágio central da Boeing, os propulsores sólidos da Northrop Grumman e os motores RS-25 da Aerojet Rocketdyne.

Entre os principais contratantes estão a Axiom Space, responsável pela construção da primeira estação espacial comercial do mundo; a Bechtel, encarregada da infraestrutura de solo para lançamentos mais pesados; e a Amentum, que cuida do transporte e suporte operacional do foguete SLS.

O programa Artemis representa, segundo a Nasa, um novo modelo de desenvolvimento, unindo esforços estatais e privados. A economia espacial em expansão pode gerar novas indústrias, criar empregos e aumentar a demanda por uma força de trabalho qualificada.

A inclusão de quase três mil fornecedores representa uma mudança significativa na estratégia de produção aeroespacial. A Nasa aposta na diversificação industrial como forma de se proteger contra crises, fazendo com que grandes empresas, como a Lockheed Martin, adotem inovações.

A espaçonave Orion, por exemplo, teve mais de 150 peças impressas em 3D, um avanço em relação às missões anteriores. O uso de realidade aumentada durante a montagem reduziu o tempo de tarefas de oito horas para apenas 45 minutos.

A propulsão do foguete SLS também se beneficia de uma “herança”, já que os motores principais RS-25 foram reaproveitados dos antigos ônibus espaciais, com um deles tendo voado ao espaço 15 vezes.

A Artemis II não apenas busca objetivos científicos, mas também atua como catalisadora de uma economia espacial em formação. A missão mobilizou uma vasta rede industrial, com fornecedores integrados geograficamente e internacionalmente, como o módulo de serviço da Orion, fornecido pela Agência Espacial Europeia.

A partir da Artemis III, a SpaceX e a Blue Origin se juntarão como fornecedoras de módulos de pouso lunar. Embora o Space Launch System ainda mantenha um modelo industrial fechado, há uma clara transição para uma arquitetura híbrida, com a Nasa liderando uma base industrial privada mais ampla e autônoma.

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