A Constellation Oil Services, maior empresa de perfuração de poços de petróleo offshore no Brasil, registrou um prejuízo de US$ 146,4 milhões em 2025, comparado a perdas de US$ 42 milhões em 2024.
O diretor financeiro da companhia, Daniel Rachman, afirmou que o resultado contábil não impacta o caixa, sendo decorrente de impairment e depreciação. Ele explicou: “A gente tem, primeiro, um item que é um ajuste de impairment, que nada mais é do que um ajuste do valor dos ativos que a gente carrega dentro do nosso balanço. E o segundo é o item de depreciação, que é a mesma coisa.”
A Constellation terminou 2025 com US$ 228 milhões em caixa, um aumento em relação aos US$ 183 milhões de 2024, e um backlog de US$ 1,7 bilhão. A dívida líquida caiu de US$ 460 milhões para US$ 418 milhões, enquanto a disponibilidade operacional da frota alcançou 95% no ano.
Rachman destacou que, apesar da perda contábil, o ano foi excelente para a companhia, com um EBITDA ajustado de US$ 233 milhões, 37% acima do guidance inicial, e uma margem de 39% sobre a receita. “A gente teve um resultado financeiro bastante acima da expectativa do mercado”, afirmou.
A receita líquida da empresa foi de US$ 597 milhões, um crescimento de 6% em relação a 2024, impulsionado por uma gestão mais eficiente das unidades. A empresa atribuiu o resultado à alta utilização da frota, renovação de contratos e execução de transições operacionais relevantes.
No período, as sondas Gold Star e Atlantic Star tiveram os contratos estendidos com a Petrobras até o fim do ano, enquanto Alpha Star e Laguna Star passaram por transições contratuais com a Petrobras a taxas diárias mais competitivas.
Rachman também comentou sobre a depreciação e impairment, afirmando: “No nosso segmento, pelo fato da gente carregar mais de US$ 2 bilhões em ativos, que são as nossas sondas, todas as plataformas da companhia, é muito normal quando você tem um investimento tão intenso de capital, que a gente tenha essa depreciação muito robusta.”
A Constellation iniciou as operações do navio-sonda Tidal Action e da plataforma jackup Admarine 511 com a Petrobras, ampliando sua atuação na operação de ativos de terceiros. O CEO da Constellation, Rodrigo Ribeiro, afirmou que os resultados de 2025 demonstram a solidez da operação, com elevada utilização da frota e novos contratos em bases mais atrativas.
Para 2026, a Constellation prevê o uplisting para o principal segmento da bolsa de Oslo, sujeito a aprovações finais, com o objetivo de ampliar o acesso a investidores e a liquidez das ações.

