Uma fonte iraniana informou que houve contato entre os Estados Unidos e o Irã e que Teerã está disposta a ouvir propostas “adequadas” para pôr fim à guerra. Esse reconhecimento ocorreu em 24 de março de 2026, um dia após Teerã negar ter mantido conversas com Washington, contradizendo o presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que os dois lados chegaram a “pontos importantes de acordo” durante negociações no fim de semana.
Os relatos contraditórios impactaram o preço do petróleo e o mercado de ações, que oscilaram drasticamente. O conflito no Oriente Médio continua intenso, com o Irã realizando ataques com mísseis contra Israel, enquanto colonos israelenses atacam na Cisjordânia ocupada.
Estados Unidos: Os EUA ainda não definiram claramente seus objetivos imediatos, mas buscam mudar o comportamento do Irã e garantir que a República Islâmica não desenvolva um programa de armas nucleares, nem continue a apoiar grupos que atacam Israel. Washington também pretende impor limites ao programa de mísseis balísticos do Irã e demonstrar poderio militar suficiente para dissuadir futuros líderes iranianos.
Irã: O Irã busca uma mudança significativa no status quo regional e garantir sua sobrevivência. O país observa os países árabes do Golfo prosperarem sob a proteção dos EUA, enquanto enfrenta sanções. Teerã pretende usar seu controle sobre o Estreito de Ormuz, exigir reparações de guerra e garantir o levantamento das sanções, ao mesmo tempo que inflige danos econômicos e estratégicos globais.
Israel: Israel tem como objetivo derrubar o regime iraniano, que considera seu principal inimigo. Sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Israel busca neutralizar ameaças à sua segurança, incluindo grupos apoiados pelo Irã. O país vê a guerra como o ápice de um processo iniciado após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Países árabes do Golfo: Os países árabes do Golfo consideram o Irã sua maior ameaça. Eles desejam estabilidade e prosperidade econômica, mas suas cidades foram atingidas por mísseis e drones iranianos, gerando desconfiança em relação ao Irã. A maioria dos países da região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein, vê o regime iraniano como uma ameaça de longo prazo e pode exigir o fim da guerra com garantias de segurança.
Por outro lado, países como Omã expressaram descontentamento com Israel e os Estados Unidos por terem iniciado a guerra contra o Irã.

