Uma explosão no Bahrein, que ocorreu nos primeiros dias da guerra no Oriente Médio, deixou 32 feridos e, segundo uma investigação, foi causada por uma defesa aérea operada pelos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
A análise foi realizada por pesquisadores do Middlebury Institute e contradiz a versão oficial dos governos do Bahrein e dos EUA, que atribuíram a responsabilidade ao Irã. A investigação sugere que uma bateria de defesa aérea Patriot, operada pelos EUA, disparou um míssil interceptador que causou a explosão no bairro de Mahazza, na ilha de Sitra, ao sul da capital Manama.
O incidente destruiu casas e deixou feridos, incluindo crianças, algumas em estado grave. Os pesquisadores afirmam que o míssil partiu de uma bateria Patriot localizada a cerca de 7 km do local da explosão. A análise se baseou em vídeos e imagens de satélite comerciais, com um dos vídeos mostrando o míssil voando em baixa altitude antes de explodir no ar.
O bairro de Mahazza é próximo à maior refinaria de petróleo do Bahrein, a instalação em Al Ma’ameer, que foi atacada por um drone iraniano no mesmo período da explosão. Este ataque ocorreu em meio a uma série de retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases dos EUA.
Contatados pela Reuters, os governos do Bahrein e dos EUA não assumiram responsabilidade pelo incidente. No entanto, no sábado, o governo do Bahrein reconheceu que um míssil Patriot esteve envolvido na explosão e que o projétil interceptou com sucesso um drone iraniano, o que, segundo eles, salvou vidas. Apesar disso, o governo negou que os danos no bairro tenham sido causados pelo míssil ou pelo drone.
O Exército dos EUA afirmou que ‘nunca tem civis como alvo’. Contudo, tanto o Bahrein quanto os EUA não apresentaram provas de que um drone iraniano esteve envolvido no incidente. Ambos os países operam sistemas Patriot, que são o principal sistema de interceptação de mísseis e aeronaves de médio e longo alcance do Exército dos EUA.

