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Irã fecha Estreito de Ormuz para EUA, Israel e Europa, diz Guarda Revolucionária

Amanda Rocha
Última atualização: 5 de março de 2026 05:42
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Guarda Revolucionária do Irã declarou nesta quinta-feira (5) que o Estreito de Ormuz está fechado para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais. A afirmação foi feita em meio ao aumento das tensões na região devido à guerra em curso.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou: “Já havíamos dito anteriormente que, com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz.”

O IRGC também advertiu que embarcações pertencentes a esses países “certamente serão atingidas” se forem observadas na área. O estreito, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, está praticamente fechado desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação conjunta contra o Irã no último sábado.

A operação resultou em um aumento nos preços do petróleo e ameaça desestabilizar a economia global. A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou após um ataque norte-americano que atingiu um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, paralisando o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo.

O ataque ocorreu enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, prometia fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em resposta à alta dos preços da energia. Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. A mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses.

Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a retaliação pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump advertiu o Irã contra ataques retaliatórios, afirmando: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista.” As hostilidades entre as partes continuam, com Trump afirmando que os ataques contra o Irã vão prosseguir “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”

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