O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou para Bogotá, na Colômbia, nesta sexta-feira (20) para participar da Cúpula de Líderes da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e do Fórum de Alto Nível Celac-África, que acontece neste sábado (21).
A edição deste ano contará com uma baixa adesão de líderes. Dos 33 países da região, apenas quatro chefes de Estado confirmaram presença: Lula, Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia) e Godwin Friday, primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas.
Desde 2023, Lula participou de todos os eventos de alto nível da Celac. O evento deste sábado ocorre em meio a tensões na região, como a ofensiva militar dos EUA contra a Venezuela, que resultou na prisão do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, no início de janeiro, e o recente bloqueio dos Estados Unidos ao fornecimento de combustível a Cuba.
A situação cubana deve ser um dos temas discutidos na Celac. O governo Lula demonstra preocupação extrema com a situação humanitária da população cubana. O Brasil já está realizando doações de remédios e alimentos ao país, incluindo 20 mil toneladas de arroz e 500 toneladas de leite em pó, enviadas via programa mundial de alimentos.
Nos bastidores do Planalto, a Celac é vista como uma ameaça para atores internacionais que desejam transformar a região em uma zona de influência. Lula deve usar seu discurso no evento para reforçar a soberania e independência da América Latina.
O evento também marcará a passagem da presidência da Celac para o Uruguai. Durante a cerimônia de título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente uruguaio Pepe Mujica (1935-2025), Lula afirmou que “o crescimento da extrema-direita está deixando a Celac deixar de existir”.
““Olha a quantidade de países que acham que o Trump vai resolver os problemas da América do Sul. Ninguém resolveu. Quem resolve somos nós, quando adquirirmos consciência da importância. Durante 500 anos levaram tudo, nos deixaram pelados. Vendíamos minério à preço de nada”, disse o presidente.”

