O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou 138 integrantes de torcidas organizadas do Ceará e do Fortaleza por envolvimento em brigas ocorridas antes do Clássico-Rei, no dia 8 de fevereiro, em Fortaleza.
No dia 26 de fevereiro, o MP já havia denunciado 109 pessoas pelo mesmo motivo. Os confrontos aconteceram em diversos bairros da capital, horas antes da partida entre Ceará e Fortaleza pelo Campeonato Cearense 2026.
Mais de 350 pessoas foram capturadas durante os episódios de violência. Com os detidos, foram apreendidos paus, pedras, rojões, socos-ingleses e artefatos explosivos.
De acordo com o MP, o novo grupo denunciado se envolveu na briga generalizada no bairro Jardim Guanabara, que exigiu a intervenção da Polícia Militar. O tumulto resultou em agressões físicas, depredação e riscos à segurança de pessoas nas proximidades.
Os 138 suspeitos estão soltos e responderão pelos crimes de tumulto, associação criminosa, corrupção de menores, lesão corporal, resistência à prisão, desobediência e manuseio de artefatos explosivos.
Entre os 350 detidos no dia 8 de fevereiro, 236 adultos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Outros 15 foram liberados, 12 deles sob medidas cautelares. No dia 23 de fevereiro, 89 torcedores foram soltos, enquanto 33 permanecem em prisão preventiva devido a antecedentes criminais ou processos judiciais.
Após os confrontos, o MP suspendeu quatro torcidas organizadas por cinco jogos, incluindo a Torcida Organizada do Ceará (TOC) e o Movimento Organizado Força Independente (MOFI). Durante a suspensão, haverá restrições, como a proibição do uso de materiais e instrumentos musicais nos setores ocupados pelos grupos.
O MP alertou que a reincidência em condutas violentas poderá acarretar sanções mais severas, incluindo o banimento dos estádios por tempo indeterminado. Além disso, o órgão investiga ameaças de uma facção criminosa que teria proibido brigas entre torcedores, levando presidentes de torcidas a renunciarem aos cargos.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que a Polícia Civil investiga todas as informações sobre ações criminosas e que setores de Inteligência das Forças de Segurança do Estado estão colaborando nas investigações.

