Com a saída de Fernando Haddad (PT) do ministério da Fazenda, a pasta passou por uma série de mudanças nas principais secretarias. As alterações, muitas delas envolvendo nomes já conhecidos na área econômica do governo, foram chamadas de ‘dança das cadeiras’.
A promoção mais significativa foi a de Dario Durigan, que ocupava o cargo de secretário executivo, para o cargo de ministro da Fazenda. Durigan é próximo a Haddad e possui um estilo considerado semelhante ao do ex-chefe.
O novo secretário executivo será Rogério Ceron, que anteriormente chefiava a secretaria do Tesouro Nacional. A secretaria do Tesouro será agora comandada por Daniel Leal, que era subsecretário da Dívida Pública. A substituição de Daniel na secretaria da Dívida ainda não foi confirmada.
Os três nomes escolhidos para funções importantes na Fazenda já ocupavam cargos de destaque na pasta há bastante tempo, a maioria desde o início da gestão de Haddad em 2023. Dario Durigan atuou como número 2 de Haddad desde meados de 2023, após a indicação de Gabriel Galípolo à diretoria do Banco Central.
Durigan tem um histórico que inclui a atuação como assessor de assuntos jurídicos da Casa Civil durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2015) e como servidor da Advocacia-Geral da União entre 2017 e 2019. Antes de sua chegada à Fazenda, foi diretor de Políticas Públicas do WhatsApp.
Rogério Ceron, o novo secretário-executivo, chefiava o Tesouro desde o início do governo em janeiro de 2023. Ele já foi secretário de Finanças da cidade de São Paulo durante a gestão de Haddad (2015-2016) e secretário-adjunto da Fazenda paulista sob o governo de Geraldo Alckmin (2017-2018).
Por sua vez, Daniel Leal era estrategista de renda fixa no setor privado antes de sua atuação na Fazenda. Fernando Haddad deixou o ministério da Fazenda na quinta-feira (19), quando lançou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no lançamento público de sua candidatura para as eleições deste ano.

