A técnica de enfermagem Patrícia Melo da Silva, de 53 anos, faleceu após a moto em que estava ser atingida por uma caminhonete dirigida pela estudante Amanda Kathryn Monteiro de Souza, de 19 anos, em Boa Vista. O acidente ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2026, na avenida Ville Roy.
Patrícia trabalhava há cerca de 9 anos na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth e era mãe de quatro filhos e avó de três crianças. Natural de Belém, no Pará, ela atuava como técnica há 18 anos, tendo passado por dois hospitais particulares antes de assumir o cargo na maternidade em 2017. A família descreveu Patrícia como uma pessoa marcada pela fé, generosidade e dedicação.
““Entre colegas e pacientes, era reconhecida pela excelência e pela doçura no trato com os recém-nascidos e com os companheiros de trabalho. A saudade é profunda, mas a gratidão por sua existência é eterna”, disseram os filhos.”
A técnica fez questão de que seus filhos, Agnus, Ananda, Aline e Aarão, se formassem em universidades federais. Aline expressou sua dor, afirmando que a “saudade é diária” e lembrando do acolhimento que a mãe proporcionava. Agnus, que mora em Manaus, comentou que havia falado com a mãe horas antes do acidente e que lidar com a perda está sendo muito difícil.
““Confio na justiça para que essa tragédia não passe em branco, e que todos os envolvidos sejam punidos, para que isso sirva de exemplo e não haja impunidade”, disse Agnus.”
Sobre o acidente, a motorista Amanda afirmou aos policiais que era “filha de capitão da polícia”, o que, segundo testemunhas, teria influenciado a equipe da Polícia Militar a não acionar a perícia e a liberá-la sem realizar o teste do bafômetro. Uma testemunha relatou que, após a declaração de Amanda, os policiais mudaram de postura, e um deles chegou a mexer no celular.
Ainda segundo a testemunha, Amanda fez uma videochamada para uma tia no local e admitiu ter bebido, mas afirmou que isso havia ocorrido cedo. O boletim de ocorrência indicou que a perícia não foi acionada porque os veículos já haviam sido removidos do local, e um cabo da PM alegou que não considerou necessário acionar a perícia.

