A 99 comunicou ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na noite de quarta-feira, 1º de abril de 2026, que desistiu de operar os serviços de transporte por moto na capital paulista.
A informação foi confirmada por uma fonte anônima a par do assunto. Tanto a empresa quanto a prefeitura não se manifestaram sobre a decisão.
Segundo a fonte, a 99 está focada na expansão do 99Food em São Paulo, o que motivou a escolha de abandonar a operação de transporte por moto.
““O objetivo é facilitar a vida dos paulistanos. É uma nova priorização dos serviços”, afirmou.”
A disputa entre as empresas de aplicativo e a prefeitura de São Paulo não é recente, tendo começado em 2023. A gestão municipal justifica sua posição com argumentos de segurança viária, saúde pública e ordenamento urbano, afirmando que a ampliação do mototáxi pode aumentar o número de acidentes graves e pressionar a rede pública de saúde.
Empresas como 99 e Uber, por outro lado, defendem que o serviço é legal em âmbito federal e funciona como uma modalidade de transporte privado individual, semelhante ao carro por aplicativo. Elas argumentam que o município pode impor regras de operação, segurança e cadastro, mas não pode proibir a atividade completamente.
As plataformas também ressaltam que o serviço atende a uma demanda real, especialmente nas periferias, onde o deslocamento é mais difícil e o transporte costuma ser mais caro ou demorado.
Com a saída da 99 da disputa, o embate perde força, restando apenas a Uber como principal defensora da modalidade, que permanece proibida na capital paulista.

