A Câmara dos Deputados elegeu o deputado Odair Cunha (PT-MG) como novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na noite de ontem, 13 de abril de 2026. Cunha foi eleito com 303 votos, ocupando a vaga que cabe à Casa indicar ao tribunal. A votação foi secreta e nominal, com a participação de 456 deputados, sendo que 4 votos foram em branco.
Odair Cunha substituirá o ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou. A indicação foi formalizada por meio do projeto de decreto legislativo (PDL 249/26), que será enviado ao Senado Federal para aprovação, também por meio de votação secreta.
A candidatura de Odair Cunha conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de uma coalizão que inclui os partidos MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos.
O segundo candidato mais votado foi o deputado Elmar Nascimento (União-BA), que obteve 96 votos. Os demais candidatos foram Danilo Forte (PP-CE), com 27 votos; Hugo Leal (PSD-RJ), com 20 votos; e Gilson Daniel (Pode-ES), com 6 votos. Antes da votação, as deputadas Adriana Ventura (Novo-SP) e Soraya Santos (PL-RJ) desistiram de concorrer.
Em seu discurso antes da votação, Odair Cunha destacou que o TCU deve atuar como um auxiliar do Legislativo e não como um entrave às políticas públicas. Ele afirmou:
“”O tribunal não deve ser entrave, mas farol da boa gestão. É com esse espírito que defendo a função orientadora desse tribunal, que ajude o gestor a acertar, previna problemas e evite desperdícios antes que eles aconteçam.””
Cunha também enfatizou que sua candidatura não pertence ao governo nem a nenhum partido, mas sim ao colegiado de deputados. Ele se comprometeu a ser
“”o mesmo homem de palavra que sou aqui nesta Casa. A palavra é sagrada na política e na vida.””
Odair Cunha é advogado e está em seu sexto mandato consecutivo como deputado federal. Ele foi líder da federação PT-PV-PCdoB em 2024 e é autor de 18 projetos que se tornaram lei, incluindo a Lei 14.148/21, que reformulou os incentivos do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).
O TCU tem como atribuições analisar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República e fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais. O tribunal é composto por nove ministros, sendo que seis são indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República.

