Um navio de guerra dos Estados Unidos interceptou nesta terça-feira (14) dois petroleiros que tentavam deixar o Irã. O incidente ocorreu um dia após o bloqueio econômico imposto pelo presidente Donald Trump entrar em vigor.
As embarcações haviam partido do porto de Chabahar, no Golfo de Omã, e foram contatadas por rádio com uma ordem de retorno, conforme informou uma autoridade americana. Não está claro se houve outros avisos antes da interceptação.
A autoridade afirmou que os dois petroleiros estão entre os seis navios mercantes que, segundo o Comando Central dos EUA, obedeceram à ordem de retornar a um porto iraniano no Golfo de Omã. O Comando Central também declarou que nenhum navio conseguiu ultrapassar o bloqueio desde que ele foi implementado, na segunda-feira (13), às 11h em Brasília.
Entretanto, o jornal The Wall Street Journal reportou que mais de 20 navios conseguiram fazer a travessia. O bloqueio foi ordenado por Trump para pressionar economicamente o Irã e liberar o Estreito de Ormuz, uma rota crucial que transporta cerca de 20% do petróleo mundial.
O presidente americano espera que essa medida force Teerã a aceitar os termos dos EUA para encerrar a guerra. A operação de bloqueio envolve mais de 10 mil militares americanos, vários navios de guerra e dezenas de aeronaves, segundo informações dos EUA.
As Forças Armadas afirmam que vão garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz para embarcações em trânsito, desde que não tenham como destino ou origem o Irã. Especialistas alertam que um bloqueio é considerado um ato de guerra e requer um compromisso prolongado, com um grande número de navios envolvidos.
O especialista Noam Raydan, do Washington Institute for Near East Policy, afirmou que é provável que haja retaliação iraniana caso o bloqueio se prolongue e seja bem-sucedido. Ele mencionou ameaças do Irã de atacar países do Golfo que abrigam forças americanas e ataques anteriores a navios.
“”Estamos em um período de testes”, disse Raydan.”

