A embaixada dos Estados Unidos no Líbano emitiu um alerta nesta sexta-feira, 3, sobre a possibilidade de ataques iranianos e de seus grupos armados aliados a universidades no território libanês.
O comunicado não identificou alvos específicos, mas afirmou: “O Irã e suas milícias terroristas aliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano”. A Guarda Revolucionária Islâmica já havia ameaçado atacar universidades americanas no Oriente Médio após bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra instituições de ensino superior iranianas.
O Líbano abriga a Universidade Americana de Beirute, uma das principais academias americanas da região. O alerta da embaixada ocorreu após novos disparos israelenses contra subúrbios do sul de Beirute.
O Exército de Israel afirmou que os ataques visavam “infraestrutura terrorista” na região e emitiu um aviso para que a população local deixasse a área. Na terça-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que as forças militares de Israel tomariam o sul do Líbano após a conclusão da guerra contra o Hezbollah.
Essa foi a segunda vez que autoridades do governo de Benjamin Netanyahu mencionaram uma possível ocupação pós-conflito, indicando que poderiam avançar 25 quilômetros dentro do território libanês, até o rio Litani.
O ministro também afirmou que centenas de milhares de libaneses deslocados não poderão retornar a suas residências até que a segurança no norte de Israel esteja garantida. Ele acrescentou que “todas as casas das localidades adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas seguindo o modelo de Rafah e Beit Hanoun, em Gaza”.
As ordens de retirada emitidas pelo Exército israelense já abrangem cerca de 15% do território libanês. Desde o início da ofensiva, aproximadamente 1.300 libaneses morreram, incluindo ao menos 121 crianças, segundo o Unicef. Mais de 1 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas, representando 20% da população total, incluindo 370 mil crianças.

