O circuito de Istanbul Park retornará ao calendário da Fórmula 1 em 2027, conforme anunciado nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, pela presidência da Turquia. O contrato terá duração mínima de cinco anos, marcando o fim de uma campanha prolongada do país para voltar a sediar a principal categoria do automobilismo.
Os detalhes do acordo ainda não foram divulgados. O presidente Recep Tayyip Erdogan deve formalizar o acerto em um evento nesta tarde, em Istambul, ao lado do CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem.
Localizado na parte asiática de Istambul, o circuito é bem visto por pilotos e fãs. A última corrida no local ocorreu em 2021, quando o circuito foi utilizado como etapa substituta durante a pandemia de COVID-19. Antes disso, o Istanbul Park sediou GPs entre 2005 e 2011 e também na temporada de 2020, quando Lewis Hamilton venceu e conquistou seu sétimo título mundial, igualando o recorde de Michael Schumacher.
Embora a Turquia tenha mantido negociações para retornar ao calendário após 2021, o progresso foi reduzido a partir de 2022, em parte devido aos altos custos, que ultrapassam dezenas de milhões de dólares, exigidos para garantir uma vaga — valores que concorrentes, como o Catar, conseguiram cobrir.
Em 2024, a empresa Can Bilim Egitim Kurumlari A.S., que é parcialmente controlada pela presidente da filial turca da Pirelli, Lale Cander, adquiriu os direitos de operação do circuito por 30 anos, em um acordo de aproximadamente 117,8 milhões de dólares (cerca de R$ 595 milhões). O contrato estabeleceu como meta viabilizar o retorno da Fórmula 1 em um acordo de longo prazo até 2026.
No entanto, as negociações, que contaram com a participação da Federação Turca de Esportes Automobilísticos (Tosfed), acabaram estagnadas. Em fevereiro, Domenicali comentou que o circuito estava próximo de retornar ao calendário, possivelmente em um sistema de rodízio com uma etapa já existente, e reforçou que o número de corridas na temporada seguirá limitado a 24.

