A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) divulgou um mapa com o que classificou como “rotas alternativas de trânsito” pelo Estreito de Ormuz. A Marinha da IRGC alertou que a principal zona de tráfego do estreito, utilizada por embarcações antes da guerra, não é segura devido à “possibilidade da presença de diversos tipos de minas antinavio”.
O mapa foi publicado pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica e veiculado pela mídia estatal e semioficial do Irã. A área circular marcada no meio do estreito indica a possível presença de minas.
A IRGC afirmou que qualquer embarcação que pretenda transitar pelo Estreito deve coordenar com a Marinha da IRGC e seguir as rotas indicadas no mapa, que incluem dois canais estreitos próximos à costa iraniana.
O mapa foi divulgado antes de a Guarda Revolucionária Islâmica informar que a navegação pelo estreito havia sido interrompida após o ataque de Israel ao Líbano, considerado por Teerã uma violação do cessar-fogo.
Mais cedo, o Irã anunciou que permitirá a passagem de no máximo 15 embarcações por dia pelo Estreito de Ormuz, conforme o acordo de cessar-fogo firmado com os Estados Unidos e Israel, segundo a agência de notícias estatal russa TASS, citando uma fonte iraniana de alto escalão que preferiu não se identificar.

