Um dia após o anúncio de cessar-fogo no Oriente Médio, Israel realizou o maior ataque no Líbano desde o início dos confrontos. Segundo o governo israelense, a operação, chamada de Escuridão Eterna, envolveu o lançamento de 160 mísseis em apenas dez minutos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o acordo de cessar-fogo não inclui o grupo Hezbollah. Enquanto isso, o Paquistão, que mediou a trégua, anunciou o cessar-fogo também para o Líbano.
O primeiro-ministro do Líbano acusou Israel de ignorar os esforços internacionais pela paz. As forças armadas de Israel emitiram recomendações de retirada para algumas regiões, mas não para o centro da capital. Um porta-voz de Israel informou que integrantes do Hezbollah deixaram os bairros no sul e tentavam se esconder em áreas densamente povoadas ao norte.
Em Teerã, a 1,5 mil km de distância, o cessar-fogo foi recebido com festa, mas também com desconfiança. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, relatou que refinarias nas ilhas iranianas de Lavan e Siri foram atacadas após o anúncio do acordo.
Nas primeiras horas após o cessar-fogo, as defesas aéreas da Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes, Catar e Bahrein foram acionadas para interceptar mísseis disparados do Irã. Líderes europeus, do Canadá e do Japão expressaram alívio e esperança em relação à trégua.
A China afirmou que cumpriu seu papel nas negociações mediadas pelo Paquistão. Apesar do acordo formal, a situação no terreno permanece tensa, com bombardeios ainda ocorrendo.
No Vaticano, o Papa saudou o cessar-fogo e pediu que a diplomacia seja o caminho para a paz.

