A mãe de Matheus Henrique de Campos, de 19 anos, que foi assassinado por um amigo em maio do ano passado, comentou a condenação do acusado a 22 anos, 10 meses e seis dias de prisão. O crime ocorreu em Tatuí, São Paulo.
Flaviana Campos Camargo, mãe de Matheus, expressou alívio com a decisão judicial:
“”Hoje posso dizer ao meu filho para descansar em paz.””
Matheus era o único filho de Flaviana e tinha planos para o futuro, incluindo a vontade de estudar e mudar de cidade.
“”Meu filho concluiu o ensino médio, estava trabalhando e, recentemente, estava falando sobre fazer faculdade, tinha visto alguns cursos no município,””
disse Flaviana.
A tia de Matheus também se manifestou sobre a perda.
“”Filho único da minha irmã, cheio de vida, cheio de sonhos e que poderia estar vivendo a vida, curtindo, e hoje não está mais conosco. Nós, que somos mães, não esperamos enterrar um filho. É sempre o contrário. Ele tinha só 19 anos e uma vida toda pela frente,””
lamentou.
Jonathan Aparecido Santos, o acusado, confessou o crime após ser investigado pela Polícia Civil.
“”Que ele pague pelo que fez, e muito. Hoje ele está aqui, mas meu sobrinho não está mais. É difícil, uma dor imensurável, que só a família está sentindo. Não existem palavras,””
afirmou a tia.
Flaviana contou que Matheus e Jonathan se conheceram em um ponto de ônibus e se tornaram amigos. Ela não suspeitava de Jonathan antes do crime.
“”Apesar de toda dor, eu vou ter um pouco de paz e conforto. É um crime bárbaro e cruel. Arrancar a pessoa mais importante de você. Eu preciso ter a certeza da justiça. O Matheus merece essa resposta,””
disse Flaviana.
Matheus desapareceu no dia 12 de maio de 2025, após sair de casa no bairro San Marino, levando um videogame que pretendia vender. Seu corpo foi encontrado uma semana depois, no dia 19. Jonathan atraiu Matheus até um loteamento desabitado, onde o matou e escondeu o corpo em uma área de mata. O videogame e o celular da vítima foram roubados e trocados em uma loja no Centro da cidade.
Jonathan e Matheus eram amigos há cerca de um ano. O delegado Arthur Bariani afirmou:
“”O Jonathan usou a desculpa de querer comprar o videogame do Matheus para atrair ele até uma área próxima a uma zona de mata e, ali, praticar o homicídio.””
A investigação revelou que Jonathan foi o último a conversar com Matheus e que ele tentou enganar a polícia com histórias falsas.
“”Ele é frio e premeditou tudo. Levou faca, luvas cirúrgicas, escolheu o local, inventou história,””
completou Bariani.

