Uma médica de 39 anos registrou uma denúncia de estelionato após perder R$ 36 mil de sua conta empresarial em São José do Rio Preto, SP. O caso foi formalizado na quarta-feira, 15 de abril de 2026.
A conta, que era utilizada exclusivamente para movimentações da empresa, tinha um perfil restrito e baixo fluxo financeiro. As transferências eram realizadas apenas para os dois sócios da médica, em datas previamente estabelecidas, através de TED.
A profissional relatou à polícia que, ao tentar cadastrar um novo usuário em uma agência física do banco, foi informada de que sua conta havia sido migrada automaticamente para a modalidade digital, sem aviso prévio. O atendimento presencial não estava mais disponível, e ela foi orientada a resolver a situação apenas pelos canais digitais e pelo telefone.
Após a migração, a médica começou a receber mensagens de um número que se identificava como gerente da conta. O golpista ofereceu ajuda, mas não solicitou senhas, limitando-se a fornecer orientações operacionais.
Em uma nova tentativa de acessar a conta, a médica, acompanhada por um contabilista, contatou o suporte telefônico e seguiu as instruções por várias horas. O atendimento começou por volta das 15h e se estendeu até aproximadamente 18h30, quando a ligação e o acesso ao site foram interrompidos repentinamente.
Após a interrupção, a médica tentou acessar sua conta e descobriu que não tinha mais acesso. Ao verificar a situação, constatou que todo o saldo havia sido retirado. Além disso, um empréstimo foi contratado sem sua autorização, seguido por diversas transferências bancárias não reconhecidas.
A médica afirmou que a conta não possuía autorização para transações via PIX e que as movimentações realizadas estavam fora do padrão habitual da empresa. Imediatamente após perceber o golpe, ela contatou o banco, solicitou o bloqueio da conta e registrou a contestação das operações.
A ocorrência foi registrada como estelionato na Central de Flagrantes de Rio Preto.

